11/11 – Dia do investimento em ETF: o que saber para começar a investir?

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11/11 – Dia do investimento em ETF: o que saber para começar a investir?

Você sabia que 11 de novembro é considerado o dia do investimento em ETF (exchange traded fund)? Esse tipo de fundo de investimento tem a particularidade de acompanhar um índice do mercado — e vem chamando a atenção de investidores no Brasil.

O ETF tem algumas diferenças importantes em relação aos demais fundos. Por isso, é válido conhecer suas características para decidir com prudência se vale a pena incluir a alternativa em sua carteira.

Neste artigo, você conhecerá mais sobre os ETFs, suas principais características e os primeiros passos para fazer aportes nesses fundos, se for do seu interesse. Boa leitura!

O que é um ETF?

O ETF também é conhecido no Brasil como fundo de índice. Como você viu, sua principal característica é acompanhar um índice de referência do mercado — chamado de benchmark. Assim como os demais fundos de investimentos, os ETFs contam com um gestor profissional.

O gestor é o responsável por selecionar os ativos do portfólio e fazer os investimentos. Contudo, nesse caso, ele investe nas alternativas da carteira teórica do índice a ser replicado. Portanto, trata-se de uma gestão passiva, em que não há a intenção de superar os resultados do benchmark.

Em geral, é possível encontrar diversos tipos de ETFs. Eles podem seguir índices da renda variável ou da renda fixa. Apesar disso, cabe destacar que esse tipo de fundo será sempre uma alternativa da classe da renda variável, negociada na bolsa de valores brasileira — a B3.

Quais são os principais tipos de ETFs? 

Quando os fundos de índices surgiram no mercado brasileiro, a composição de sua carteira era limitada às ações. Atualmente, existe alternativas com diversos focos, o que amplia as possibilidades para o investidor. 

Conheça a seguir alguns dos principais tipos de ETFs negociados na B3!

ETF de ações brasileiras

Os ETFs que seguem índices de ações são muito frequentes — e eles podem ser focados em ativos brasileiros. O mais popular entre eles é o BOVA11, que replica o Índice Bovespa. Esse indicador representa uma carteira teórica que reúne as ações mais negociadas na bolsa brasileira.

ETF de ações estrangeiras

Também é possível ter uma exposição aos mercados internacionais pela B3. Um dos caminhos para isso é por ETFs de ações estrangeiras. Há alternativas para diversas bolsas internacionais.

Por exemplo, o NASD11. Ele replica o índice Nasdaq-100, da bolsa de valores Nasdaq, localizada nos Estados Unidos. Outro exemplo são ETFs que seguem o S&P 500 — índice que reúne as 500 ações mais negociadas nos EUA.

ETF de mercado imobiliário

O investidor brasileiro também pode se expor ao mercado imobiliário por meio dos ETFs. O ALUG11, por exemplo, replica o ETF VNQ (Banguard Real Estate), listado na bolsa de valores de Nova York. Esse ETF, por sua vez, tem uma carteira composta por REITs — os fundos imobiliários dos Estados Unidos.

ETF de renda fixa

Como você viu, também existem ETFs de renda fixa, que replicam índices dessa classe de investimentos. Um deles é o FIXA11, que acompanha o índice de futuros de taxas de juros (DI) com prazo de três anos.

ETF de ações setoriais

Aqueles que desejam fazer um investimento em ETF com foco em algum setor específico também encontram opções segmentadas em relação ao mercado de ações. 

Um exemplo é o USTK11, que replica o ETF VGT (Vanguard Information Technology) — fundo de índice listado em Nova York com foco no setor de tecnologia.

Quais são os custos do investimento em ETF? 

Para analisar se o investimento vale a pena, é preciso considerar os seus custos. Um deles é a taxa de administração, que remunera o trabalho do gestor. No entanto, como sua gestão é passiva, a tendência é que o custo da taxa no ETF seja mais baixo do que em outros fundos de investimentos. 

Incide sobre os fundos de índice também o Imposto de Renda (IR). Nesse caso, é preciso ter atenção para o funcionamento da tributação — que é diferente quando o ETF foca na renda fixa ou na renda variável. 

Para ETFs com portfólio voltado para a renda variável, o imposto ocorre quando há lucro no momento da venda das cotas. O cálculo e o pagamento são de responsabilidade do investidor, com emissão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF).

O prazo é até o último dia útil do mês seguinte à operação. A alíquota do IR é de 15% para as operações regulares e de 20% no day trade. Não existe faixa de isenção para esse investimento.

Já nos ETFs que têm foco na renda fixa, o imposto segue as regras da tabela regressiva dessa classe de investimentos. Ou seja, a tributação é retida na fonte no momento do resgate e a alíquota pode variar de 25% a 15%, a depender do prazo dos títulos.

Quais as vantagens? E os riscos?

Depois de saber mais sobre os ETFs, talvez você se pergunte sobre suas vantagens. Uma delas é a possibilidade de acessar uma carteira de investimentos diversificada de forma descomplicada. Afinal, o gestor fará a seleção e o investidor não precisará estudar cada ativo para alocação.

A transparência é outra vantagem, já que a estratégia da gestão segue exatamente os critérios do índice. O ETF também é uma alternativa mais acessível para contar com um portfólio amplo, pois as cotas geralmente apresentam um custo inferior ao da compra de ativos separadamente.

Além disso, por meio dos ETFs, é possível se expor ao mercado internacional de maneira simples. Assim, se torna mais fácil diversificar seu portfólio e dolarizar a carteira de investimentos.

Por outro lado, por se tratar de uma alternativa de investimento da renda variável, o cotista de um ETF assume o risco de mercado. Desse modo, não é possível prever o desempenho das cotas, pois elas ficam sujeitas à volatilidade. 

Como investir em ETFs?

Conhecendo as características dos ETFs pode ser que você tenha interesse em investir nessa modalidade. Como dar o primeiro passo nessa direção?

O primeiro cuidado antes de realizar o investimento nessa alternativa é verificar o seu perfil de investidor. Considerar seu perfil de investidor — conservador, moderado ou arrojado — no momento da escolha permite entender se os ETFs estão adequados à sua tolerância ao risco. 

Também é essencial analisar se eles beneficiam a sua estratégia financeira e os seus objetivos. O prazo do investimento também deve ser considerado.

Após verificar esses fatores, estudar os ETFs disponíveis no mercado e decidir investir, o passo seguinte é ter conta aberta em uma instituição financeira. A partir dela, você poderá acessar a bolsa de valores e comprar as cotas pelo home broker. 

Para isso, basta selecionar o ticker do fundo de índice desejado e emitir a ordem de compra, indicando a quantidade de cotas que deseja adquirir. Caso faça sentido para sua estratégia, você pode fazer aportes regulares em ETFs — potencializando sua carteira.

Agora que você já sabe o que é e como fazer o investimento em ETF, pode decidir se vale a pena incluir a alternativa em sua carteira. Então conheça as possibilidades disponíveis no mercado brasileiro e faça uma escolha alinhada às suas expectativas.

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