Como investir 100 reais na bolsa de valores

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Olá caros Investers! Vocês sabiam que é possível investir 100 reais na bolsa de valores?! Pode parecer pouco esse valor, mas é um começo. Como já diria um velho ditado: “de grão em grão a galinha enche o papo”. Se me permite, vou lançar outra metáfora – ou melhor, uma anedota – para te explicar como é interessante e viável colocar 100 reais em investimentos na bolsa

Técnica “pomodoro”

Na década de 1980, o italiano Francesco Cirillo desenvolveu uma técnica de estudos batizada de “pomodoro”. Ela consistia em uma ideia simples. Se uma tarefa – ou um conjunto delas – aparenta ser muito longa e cansativa, basta dividi-la em etapas menores. Por exemplo, se eu preciso finalizar um relatório ou ler um livro para a faculdade, basta que eu me concentre em fases de 25 minutos intercaladas por breves momentos de descanso. Com isso eu ganho em produtividade e vou avançando em uma tarefa que parecia, de princípio, amedrontadora. A técnica pomodoro ganhou esse nome porque o despertador para marcar tempo utilizado por Francesco tinha a forma de um tomate (ou pomodoro em italiano).

Investindo na bolsa de valores

Mas o que isso tem a ver com investimento na bolsa? Henrique, você está viajando! Bem, a intenção aqui foi demonstrar que, se um objetivo parece inalcançável, é possível atingi-lo caminhando passo a passo. Para muita gente, a bolsa de valores aparenta ser algo distante e impossível. Alguns têm medo, outros desconhecimento e tantos outros acham que não possuem renda suficiente para investir. Nada mais errôneo!

Como já disse em outro post, a renda variável apresenta a vantagem da rentabilidade sobretudo em prazos mais longos. Além disso, é possível fazer aportes pequenos e constantes, aumentando seu capital pouco a pouco. Se você consegue economizar cerca de 100 reais por mês, considere que seria mais vantajoso colocar esse dinheiro na bolsa de valores do que na poupança ou outras aplicações de renda fixa.

Longo prazo

Com uma quantia pequena é certo que você não vai ganhar rios de dinheiro da noite para o dia. Por outro lado, aplicando frequentemente e planejando seu futuro financeiro, a estratégia se torna convidativa e seu dinheirinho já vai rendendo um pouco mais. Lembre-se que para a renda variável duas coisas são muito importantes: aportes constantes e estratégia de longo prazo.

Vamos fazer uma pequena simulação.

Em 2019, a taxa Selic mensal média estava em torno de 0,5%. Lembre-se que ela representa o patamar básico das taxas de juros dos títulos de renda fixa. Se você tivesse investido 100 reais mensalmente ao longo do ano com esse rendimento, seu montante final teria sido de aproximadamente R$ 1.200,39.

Agora, vamos supor que você tivesse colocado seus 100 reais mensais em algum Exchange Traded Fund (ETF). Os ETFs são fundos de investimentos desenhados especialmente para seguirem a rentabilidade de certos índices. Por exemplo, o ETF chamado BOVA11 tem seu rendimento muito próximo daquele atingido pelo índice Bovespa. Neste caso, você não compraria ações individuais, mas sim cotas de 100 reais de algum ETF. Algo fácil e prático.

Mas voltemos à simulação!

No ano de 2019, a média de rentabilidade dos principais ETFs negociados na bolsa foi de 2,6% ao mês! Já deu para notar a diferença em relação à renda fixa não é mesmo? Pois bem, se os 100 reais mensais tivessem sido aplicados em um ETF que, digamos, rendesse na média de 2,6% ao mês, o valor final seria de R$ 1.423,45!

Mas e o risco?

Parece que ficou claro que aplicações em renda variável apresentam maiores potenciais de retorno, correto? Mas se você ainda está inseguro, tudo bem. Faz parte. A renda variável, de fato, apresenta maior risco que a renda fixa. Mas você pode diluir esses riscos ao investir em diversos ativos. O tempo também é um fator que ajuda a reduzir perdas. Pode ser que, em um ano ruim, a renda variável perca para a renda fixa. Mas no longo prazo ela compensa!

Outra questão importante é que os impostos não foram considerados nessa simulação. Isso fica para outro momento. Mas, de maneira geral, tanto a renda fixa quanto um ETF, pagariam algum tributo. Ou seja, ainda assim a renda variável teria um rendimento líquido maior.

Comece a dar os primeiros passos

Investir pequenas quantias é também uma forma de aprender a caminhar no mundo da bolsa de valores. Se você ainda não se sente totalmente confiante, procure fundos de investimentos como os ETFS, por exemplo. Eles já possuem um bom grau de diversificação e dão menos trabalho na busca por informações. Mas à medida em que você passa a conhecer mais sobre o tema fica mais fácil comprar suas ações e ir montando sua própria carteira.

O importante é começar.

Já pensou também que você pode constituir sua reserva de emergência investindo na bolsa? Sim, também dá para fazer! Mas é assunto para o próximo post.

Até logo!


Henrique Pavan

Professor de Economia, com 10 anos de experiência em graduação e pós. Produtor de conteúdo nas áreas de finanças e economia. Possui doutorado pela UFABC, no qual pesquisou temas como moedas socais, inclusão financeira e a relação entre moeda/sistema financeiro com o desenvolvimento local.


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