Conheça as principais vantagens dos ETFs

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ETFs!! O que são? De onde vêm? Quais são suas vantagens? Pois é, apesar do suspense inicial, o texto de hoje tratará de um assunto muito familiar a quem frequenta o blog: os bons e (nem tão) velhos ETFs! Mas o objetivo principal deste post é falar especificamente sobre suas vantagens.

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O que são ETFs?

ETFs ou Exchange Traded Funds são um tipo de fundo de investimento. Eles funcionam como uma espécie de “condomínio” no qual vários investidores alocam seus recursos no mesmo lugar. Este lugar é o próprio fundo, que será administrado por gestores cuja função é destinar da melhor maneira esses recursos, visando rentabilidade.

Porém, existe uma diferença entre os ETFs e os demais fundos de investimento. Ocorre que os ETFs são atrelados a um índice de referência do mercado. Como assim?

Simples: o gestor do ETF organiza sua composição de maneira que ela seja muito semelhante ao indicador visado. Digamos que esse índice ou indicador seja o Ibovespa. Deste modo, a gestão do ETF utilizará o dinheiro alocado pelos investidores para comprar ações que perfazem o índice Bovespa de modo proporcional a ele.

E já que falamos em ações, as negociações das cotas de ETFs também são realizadas na bolsa de valores. Seu preço oscila diariamente de acordo com a oferta e a demanda, indicando um mercado ágil e com grande liquidez.

Exemplos de ETFs

Há vários tipos de ETFs negociados hoje no mercado brasileiro. Alguns deles replicam índices de renda variável, outros de renda fixa (link para renda fixa versus variável). Há ainda aqueles atrelados a índices de bolsas de outros países, o que faz com que os ETFs abram janelas para quem quer diversificar seus investimentos em nível internacional (link para BDRs versus ETFs). Mas só para vocês terem uma ideia, aí vão alguns exemplos de ETFs comumente transacionados na bolsa de valores:

  • IMAB11 – é um ETF que replica o índice IMA-B que, por sua vez, indica o rendimento de títulos públicos indexados ao IPCA.
  • DIVO11 – este ETF tem como base o IDIV (índice de dividendos que acompanha as ações de empresas que se destacam em termos de remuneração de dividendos).
  • IVVB11 – trata-se de um ETF que está atrelado à performance do Índice S&P 500 em reais, ou seja, a principal bolsa dos Estados Unidos.
  • SMALL11 – este ETF procura refletir o Índice Small Cap, que acompanha o rendimento de ações de menor capitalização presentes na Bovespa.

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Rendimentos dos ETFs

De acordo com o Boletim Mensal ETF (de fevereiro de 2021) produzido pela B3, a rentabilidade dos ETFs nos últimos 12 meses foi a seguinte:

ETFVariação nos últimos 12 meses
ACWI114,1%
B5MB111,3%
BBOV1112,2%
BBSD11-2,4%
BOVA115,0%
BOVB115,5%
BOVV115,3%
BRAX118,4%
DIVO11-2,8%
FIND11-11,9%
FIXA112,4%
GOLD113,2%
GOVE117,2%
IB5M11-0,3%
IMAB113,7%
IMBB112,5%
IRFM112,9%
ISUS11-1,7%
IVVB1163,2%
MATB1189,0%
PIBB117,8%
SMAC113,7%
SMAL111,0%
SPXI1162,5%
XBOV115,6%
XINA1118,4%

Você reparou que a maioria deles teve desempenho positivo? E mesmo quando o desempenho não é tão bom assim, você pode – e deve – diversificar sua carteira, aplicando em ETFs de diversas características, com isso diluindo as perdas. É o que a prudência recomenda.

Além de tudo, há outras vantagens presentes nos ETFs, vamos agora verificar cada uma delas.

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Facilidade e praticidade

Muita gente pode se sentir insegura em começar a investir. Até porque, estudar o mercado, analisar o desempenho e características de ações e títulos leva algum tempo e demanda algum conhecimento de fato. Mas veja que, com ETFs, tudo fica mais fácil.

Ao comprar uma cota de um ou mais ETFs, você tem ao seu dispor uma gestão profissional que irá comprar para você os ativos componentes daquela carteira. É como terceirizar um serviço que, de outro modo, você mesmo teria de fazer. Adicionalmente, o fato de o ETF procurar replicar índices consolidados de mercado só facilita a análise de desempenho.

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Liquidez

A compra e a venda de ETFs é simples. De verdade! Como eu já disse antes, é como comprar ou vender uma ação individual. Basta você emitir a ordem em seu home broker a partir de seu computador ou celular. Além disso, sua cotação é divulgada diariamente pela B3. Isto ocorre porque é um mercado que possui diversos compradores e vendedores, tornando-o líquido, ou seja, com facilidade na efetivação das transações.

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Diversificação

Eu sempre falo aqui no blog: “não coloque todos os ovos na mesma cesta”. Esse mantra, tão marcante no nosso cotidiano, tem uma validade tremenda para o mercado financeiro. Pois bem, com ETF você já obedece a este mantra automaticamente.

Se os ETFs são compostos de modo a replicar certos índices, então naturalmente eles são compostos de muitos ativos e já apresentam um razoável nível de diversificação. Só que, em vez de você mesmo comprar cada ativo individualmente, quem faz isso é a gestão do fundo e você só acompanha a rentabilidade na telinha do seu PC e no conforto de casa.

Mas sempre vale o conselho: diversifique também os ETFs de sua carteira. Se você, por exemplo, colocar todos os seus recursos em ETFs de renda variável, não diversificará ao máximo, embora já seja uma boa pedida. Então o interessante é buscar ETFs de renda fixa e de ativos internacionais (apenas um exemplo rápido, ok?) para amortecer os riscos.

Falando em ativos internacionais ….

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Internacionalização

É bom lembrar que existem ETFs compostos por ações listadas em mercados estrangeiros, de modo a seguir alguns índices internacionais. Vou te dar um exemplo bem rápido.

O ETF IVVB11 é constituído por ações das 500 maiores empresas listadas na bolsa de valores dos Estados Unidos. Então, imagina só. Você pode possuir cotas de ETFs que adquirem rentabilidade a partir da performance de empresas como Amazon, Facebook, Microsoft etc. Tudo isso sem precisar abrir conta em banco estrangeiro, ler prospectos e demais informações em inglês…

Nunca é demais lembrar: você também compra esses ETFs na bolsa brasileira e quem faz o trabalho pesado de adquirir os ativos internacionais é a gestão do fundo. Mas, de qualquer maneira, não deixa de ser uma diversificação internacional dos seus investimentos.

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Custos

Em geral, os custos dos ETFs são também acessíveis.Os fundos de investimento tradicionais, por exemplo, podem cobrar entre 2% e 4% ao ano de taxa de administração (que é uma tarifa paga pelo serviço realizado pelo fundo). Já as taxas dos ETFs não passam de 1%, sendo que há várias opções abaixo dos 0,5%.

Além disso, há cotas fracionárias mínimas que podem girar em torno de R$ 200,00 (embora isso possa variar de acordo com o momento em que você estiver lendo este texto), fazendo com que os ETFs possuam uma opção de entrada barata.

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Concluindo …

A praticidade e a facilidade em investir em ETFs é algo que vem atraindo cada vez mais investidores. O próprio Warren Buffet recomenda, então acho que isso diz muita coisa …

Mas é sempre bom lembrar que diversificar e distribuir seus aportes no médio e longo prazo são as formas mais seguras de obter retorno em suas aplicações e investimentos. Os ETFs são uma boa pedida, mas é sempre bom ter uma conduta racional e parcimoniosa. Com isso, você reduz seus riscos e pode aproveitar mais ainda as benesses e facilidades que os ETFs oferecem.

A propósito, já deixo aberto o convite para a leitura do meu próximo texto. Vou explicar o que é um IPO (Initial Public Offering) e como ele funciona. Ficou curios@? Então aguarde um pouco, pois suspense faz parte do jogo rs …

Até a próxima!


Henrique Pavan

Professor de Economia, com 10 anos de experiência em graduação e pós. Produtor de conteúdo nas áreas de finanças e economia. Possui doutorado pela UFABC, no qual pesquisou temas como moedas socais, inclusão financeira e a relação entre moeda/sistema financeiro com o desenvolvimento local.


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