Fundos de investimento e ETFs… qual a diferença entre eles?

Compartilhe com seus amigos:

Saudações investers! Por acaso, vocês sabem a diferença entre fundos de investimento e ETFs?

Relembrando o que são fundos de investimento

No último post, tive a oportunidade de escrever para vocês sobre fundos de investimento. Se quiser, dê uma olhada lá antes de começar a ler este texto. De qualquer maneira, vou dar uma refrescada em sua memória. 

Os fundos de investimento são constituídos por recursos de diversos investidores. Em outras palavras, eles – os fundos de investimento – coletam recursos de diferentes pessoas (pode ser você, meu car@ invester!) e os aplicam em diversos tipos de ativos, que podem ser de renda variável, renda fixa ou um mix deles.

Um ponto que eu considero muito importante para a gente lembrar é a diferença entre fundos de investimento passivos e ativos. Os fundos que adotam uma estratégia passiva alocam seus recursos de maneira a buscar um índice de referência do mercado, como Selic ou Ibovespa. Já os gestores de fundos ativos assumem uma postura um tanto mais agressiva e administram a carteira com o objetivo de superar o rendimento de tais índices.

Pois bem, os ETFs (Exchange Traded Funds) se assemelham aos fundos de investimento passivos, pois buscam atrelar seu rendimento a um índice de mercado. Vamos falar um pouco mais sobre eles.

Principais ETFs e suas características

Assim como no caso dos fundos de investimento convencionais, existem ETFs de renda fixa ou de renda variável. Entre os ETFs de renda fixa destacam-se os seguintes:

  • IMAB11 – composto por títulos do tesouro direto que atrelam seu rendimento ao principal índice de inflação do país, o IPCA.
  • FIXA11 – este é um ETF que busca alcançar o rendimento das taxas de juros do mercado interbancário (algo geralmente próximo à taxa Selic), também conhecidas como DI.

Quanto aos ETFs de renda variável, vou destacar apenas alguns, pois são muitos!

  • BOVA11 – este ETF é construído de maneira a aproximar seu rendimento ao do índice BOVESPA.
  • BRAX11 – procura acompanhar o IBRX-100 (índice que aponta o rendimento das 100 principais ações listadas na Bovespa).
  • SMALL11 – é um ETF baseado no índice Small Cap, que é composto por ações de companhia menores.

Bem, acho que já deu para perceber que os ETFs estão sempre atrelados aos diversos índices que existem no mercado e que, por conta disso, operam com rendimentos semelhantes a eles. Em seguida, te convido a ler um pouco mais sobre as diferenças entre ETFs e os demais fundos de investimento.

Diversificação

Os ETFs geralmente são compostos por um maior número de ativos. Isso faz total sentido se pensarmos que eles possuem uma gestão passiva. O BOVA11, por exemplo, trabalha com 60 das 65 ações do índice Bovespa em sua carteira. Assim sendo, apresentam um grau de risco mais baixo e, usualmente, um retorno menor do que os fundos de investimento com gestão ativa.

Custos

Enquanto os fundos tradicionais podem cobrar entre 2% e 4% ao ano de taxa de administração, os ETFs não passam de 1%, sendo que há várias opções abaixo dos 0,5%. Além disso, há cotas mínimas que giram em torno de R$ 200,00, fazendo com que os ETFs possuam uma opção de entrada barata, embora o mais comum é que negociem vários lotes dessas cotas. Por sua vez, existem fundos tradicionais que só aceitam aplicações de entrada em valores muito mais altos. Com relação à tributação, não há diferença entre ETFs e fundos de investimento tradicionais, sendo que as alíquotas de imposto de renda variam entre 15% e 22,5% a depender do prazo de aplicação.

Liquidez

Os ETFs são negociados na bolsa como se fossem ações. Isto significa uma coisa: liquidez. Ou seja, comprar a vender é fácil e rápido. Além disso, as informações sobre sua performance são atualizadas constantemente, facilitando seu acompanhamento. Algo que outros fundos não possuem, já que divulgam relatórios mensais.

Qual escolher?

Pois bem car@s investers, que conclusão podemos tirar dessas informações?

Eu diria que tanto ETFs como os demais fundos de investimento são opções interessantes pois nos disponibilizam a vantagem da diversificação de maneira prática e simples. Se você não tem tempo para acompanhar detalhadamente as informações do mercado, então basta “terceirizar” este serviço para os profissionais gestores de tais fundos. É claro, que mesmo aplicando em ETFs ou fundos tradicionais, é sempre recomendável que você possua um certo grau de informação e sempre busque conhecimento sobre o mercado. Mas que eles são mais “cômodos”, ah isso é verdade.

A questão aqui é que os ETFs são mais seguros, mais líquidos e ainda mais práticos do que alguns outros fundos. Assim sendo, eles podem ser uma boa opção de entrada para os iniciantes. O legal de tudo isso é que tem para todos os gostos – tanto ETFs como os demais fundos. Diversos índices, diversos ativos, renda fixa, renda variável e por aí vai. O importante é sempre pensar em aplicações constantes e mirar o longo prazo. É muito difícil fazer milagres e se dar muito bem em aplicações de curto prazo. 

Até a próxima ….


Henrique Pavan

Professor de Economia, com 10 anos de experiência em graduação e pós. Produtor de conteúdo nas áreas de finanças e economia. Possui doutorado pela UFABC, no qual pesquisou temas como moedas socais, inclusão financeira e a relação entre moeda/sistema financeiro com o desenvolvimento local.


Mais posts para você

Deixe um comentário aqui =D