ETF de biotecnologia: como investir nos fundos desse setor?

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ETF de biotecnologia: como investir nos fundos desse setor?

Empresas de biotecnologia realizam testes e pesquisas com o objetivo de desenvolver soluções para a saúde humana. Portanto, o setor é essencial para a sociedade e tende a chamar a atenção de investidores. Nesse sentido, uma forma de se expor ao segmento é com um ETF de biotecnologia.

Essa alternativa permite diversificar a carteira e participar dos resultados de empresas do setor que, muitas vezes, atuam internacionalmente. Além disso, é uma maneira simples e mais acessível de investir no segmento.

Neste artigo, você entenderá mais sobre o tema e conhecerá algumas possibilidades para investir em empresas de biotecnologia via ETFs. Vamos lá?

Por que ter atenção ao setor de biotecnologia?

O setor de biotecnologia vem se mostrando cada vez mais relevante para a população global. A área ganhou destaque em todo o mundo por ser a responsável pelo desenvolvimento de imunizantes contra a covid-19, em 2020.

Porém, esse é apenas um dos motivos que tornaram o segmento tão atrativo para investidores. Na verdade, o principal fator está baseado no envelhecimento populacional. Com o desenvolvimento científico e tecnológico, a expectativa de vida das pessoas é cada vez maior.

Dessa forma, o setor de saúde ganha muita importância porque, quanto maior a longevidade, mais as pessoas se tornam dependentes da medicina para se manterem saudáveis. Assim, além das empresas de biotecnologia, outras companhias também se destacam na área.

Entre elas, estão as farmacêuticas, as organizações de planos de saúde e de equipamentos médicos. Outro ponto importante está no fato de que a atuação das empresas de biotecnologia não se restringe ao desenvolvimento de vacinas.

O setor também envolve a criação de antibióticos, métodos de diagnóstico, terapias gênicas, órteses e próteses, reprodução artificial, entre outros. Há, portanto, uma ampla contribuição para diferentes áreas, como prevenção de doenças, aumento da produtividade industrial, redução de custos etc.

Essas questões justificam o destaque do setor de biotecnologia no mercado e por que os investidores devem ter atenção ao segmento.

O que é um ETF? 

Como você viu, uma das formas de se expor ao setor de biotecnologia é por meio de um ETF. Portanto, antes de analisar essa possibilidade, é preciso entender o que é e como funciona esse veículo de investimento.

O exchange traded fund (ETF), também conhecido como fundo de índice, é uma modalidade coletiva que visa acompanhar o desempenho de um índice de mercado, replicando a sua carteira teórica. Na prática, existem diferentes indicadores, que podem focar em variados setores.

Assim, é possível encontrar índices que apresentam a performance média de um determinado setor, por exemplo. Vale ressaltar que o objetivo do ETF não é superar o rendimento de um indicador de referência, mas sim acompanhar os resultados do benchmark.

Logo, a gestão dos fundos de índice é passiva. Isso significa que o gestor não desenvolve uma estratégia autônoma para escolher ativos e buscar ganhos acima da média do mercado. O intuito do ETF é fazer investimentos semelhantes ao indicador, acompanhando a performance do índice.

Também é necessário destacar que esses fundos não precisam se limitar a índices de ações ou do mercado brasileiro. Portanto, eles podem replicar índices de outras bolsas mundiais, por exemplo.

Quais as vantagens de se expor ao setor via ETF? 

Agora que você sabe mais sobre o setor de biotecnologia e entende como funciona um ETF, vale a pena conferir suas principais vantagens. A acessibilidade de se expor ao segmento por meio dos fundos de índice é um dos maiores benefícios dessa alternativa.

Com a modalidade, há chances de montar uma carteira que se beneficia do desempenho do setor de biotecnologia com um investimento inicial relativamente baixo. Outra vantagem do ETF é a possibilidade simplificada de diversificação de investimentos.

Como ele segue um índice do mercado financeiro, o fundo tende a ser composto por diversos ativos. Dessa maneira, o investidor pode expor seu capital a diferentes oportunidades, inclusive estrangeiras. Isso permite buscar exposição internacional à carteira.

O ETF pode, ainda, ser uma alternativa para quem quer investir na bolsa de valores, mas não deseja escolher ativos individualmente. Por fim, a gestão passiva tende a gerar taxas de administração menores em comparação às cobradas em outros fundos de investimento.

Quais são os principais ETFs de empresas de biotecnologia?

Se você tem interesse em investir no setor de biotecnologia e gostou de conhecer os ETFs, precisa saber quais são as possibilidades disponíveis no mercado. Confira as características dos principais fundos de índice de empresas desse segmento no mercado internacional:

ARKG

O ARKG é um ETF de biotecnologia bastante conhecido e negociado nos EUA. O objetivo desse fundo de índice é investir em empresas relacionadas com diagnósticos de células-tronco e moleculares.

A maior parte do portfólio do ARK Genomic Revolution ETF é formada por empresas norte-americanas. Em termos setoriais, a concentração é em serviços de saúde.

XBI

O SPDR S&P Biotech ETF é negociado sob o ticker XBI e representa mais uma opção de ETF de biotecnologia disponível nos EUA. O objetivo do fundo é replicar o índice S&P Biotechnology Select Industry Index. Nesse caso, todo o patrimônio está concentrado em empresas norte-americanas.

Isso significa que não há diversificação geográfica na alternativa. Em contrapartida, o portfólio é composto por diversas empresas do setor de biotecnologia dos Estados Unidos.

SBIO

Por fim, o ETF Invesco Nasdaq Biotech (SBIO) visa investir em empresas que trabalham para mitigar futuras pandemias e avançam nas pesquisas para a cura de doenças graves. O fundo replica o desempenho do índice de mesmo nome.

Ele é composto por diversas ações de empresas listadas no segmento de cuidados com saúde no mercado norte-americano. Isso inclui companhias que se destacaram na fabricação dos imunizantes contra o coronavírus, como BioNTech, Moderna e AstraZeneca.

Assim, o indicador engloba organizações que inovam na saúde de forma geral. Entre elas, estão empresas de biocomputação, que trabalham com soluções para terapias genéticas e moleculares, cura do câncer e Alzheimer, órgãos sintéticos etc.

Como investir no setor?

Como foi possível aprender, existem inúmeros ETFs e índices de biotecnologia no mercado internacional. Contudo, lembre-se de que, com o crescimento dos fundos de índice na B3, a bolsa brasileira, novas oportunidades estão surgindo frequentemente.

Assim, se o seu interesse é se expor a esse segmento, não deixe de acompanhar as possibilidades que o mercado brasileiro oferece.

Agora você sabe que é possível investir em um ETF de biotecnologia e se expor ao setor com maior facilidade. Não se esqueça que a decisão de investimento deve estar sempre alinhada ao seu perfil e objetivos. 

Achou o assunto interessante? Então complemente a leitura e descubra como ter exposição global utilizando os ETFs!

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