É possível utilizar os ETFs para a reserva de emergência?

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É possível utilizar os ETFs para a reserva de emergência?

O conceito de reserva de emergência tem se difundido cada vez mais entre os investidores. Por isso, muitas pessoas já entenderam a importância de ter um valor guardado para momentos de imprevisto. Nesse cenário, é comum buscar as alternativas mais adequadas para esse objetivo.

Ao mesmo tempo, outro conceito que ganha mais espaço entre os investidores é o de ETF (exchange traded fund). Também conhecidos como fundos de índice, eles podem ser vistos como uma opção para a reserva de emergência. Mas, será que os ETFs servem para esse objetivo?

Continue a leitura deste artigo e descubra se esses fundos de investimento são adequados para a sua reserva de emergência!

O que é e como funciona a reserva de emergência?

A reserva de emergência funciona como um colchão financeiro que deve estar disponível para quaisquer situações de imprevisto. Entre elas, estão problemas com desemprego, doenças, imprevistos com o patrimônio e redução da renda.

Portanto, ela serve como uma rede de segurança que ajuda a garantir uma maior estabilidade financeira em momentos de dificuldade. Desse modo, o ideal é que ela seja o primeiro objetivo de qualquer investidor, permitindo ter uma maior estabilidade para os próximos passos.

Além disso, para que possa ser usada a qualquer momento, a reserva de emergência deve estar alocada em investimentos seguros e com alta liquidez. Isso faz com que os riscos de perdas financeiras sejam menores e garante que o dinheiro estará disponível em casos de imprevistos.

Qual a importância da reserva de emergência?

Devido à sua finalidade, a proteção e a segurança são os principais benefícios da reserva de emergência. Porém, ela também protege a carteira de investimentos do investidor. Como exemplo, imagine que você tenha investido dinheiro para a sua aposentadoria.

Para tanto, todos os meses você faz aportes em um produto financeiro ou ativo específico.
Considere, então, que você perdeu o emprego e terá que deixar de fazer os aportes mensais por um tempo.

Esse problema pode se agravar se você precisa pagar as contas, mas não tem recursos financeiros disponíveis. A solução, nesse caso, pode ser tirar uma parte do valor destinado à aposentadoria para cumprir suas obrigações e evitar dívidas provenientes de um empréstimo, por exemplo.

O resultado é que o desempenho da sua carteira será prejudicado. Isso acontece tanto por se desfazer de investimentos antes do tempo, reduzindo a base sobre a qual incide o retorno, quanto pelo risco de perdas financeiras.

Para entender como isso acontece, imagine que o seu investimento para aposentadoria não ofereça liquidez para resgate imediato. Essa situação poderia trazer ainda mais consequências negativas para você devido à dificuldade para converter o ativo em dinheiro.

Já quem tem essa reserva não corre esse risco. Logo, ela ajuda a evitar o endividamento e garantir maior segurança financeira. Ademais, o fundo de emergência reduz qualquer estresse que envolve dinheiro. Afinal, você sabe que pode contar com o montante sempre que for necessário.

O que é ETF e como ele funciona?

Para entender se é possível usar o ETF como reserva de emergência, antes é necessário conhecer as características desse investimento. Também chamado de fundo de índice, o ETF é um tipo de fundo de investimento com o replicar ou acompanhar de perto determinado índice do mercado financeiro.

Assim, o ETF costuma ser composto por diversos ativos que contribuem para chegar à rentabilidade próxima de uma carteira teórica. Do mesmo modo, a composição do portfólio do fundo dependerá do índice escolhido para acompanhar.

Vale destacar que os ETFs são negociados na bolsa de valores e, portanto, são alternativas de renda variável. Além disso, eles podem acompanhar um índice do mercado brasileiro ou estrangeiro. Isso significa que podem ser uma opção para internacionalizar a carteira de investimentos.

Ainda, por ser um tipo de fundo de investimento, o ETF conta com gestão profissional. Ou seja, há um gestor responsável por tomar as decisões de alocação dos recursos do fundo. Isso é feito com o objetivo de manter o retorno próximo ao do índice de referência estabelecido.

Por esse motivo, a gestão de um ETF normalmente é passiva. Isso significa que o gestor não precisa realizar tantas movimentações de compra e venda de ativos. Afinal, a meta do fundo não é superar o rendimento de um índice, mas apenas acompanhá-lo.

Essa característica se reflete nos custos dos ETFs, que tendem a ter uma taxa de administração mais baixa. Aqui, também é importante entender sobre a tributação.

Os ETFs de renda variável possuem cobrança de Imposto de Renda, com alíquota de 15% sobre o ganho de capital. Não há isenção do tributo para vendas até R$ 20 mil no mesmo mês, como ocorre com as ações (exceto no day trade).

Afinal, é possível utilizar os ETFs para alocar a reserva de emergência?

Agora que você sabe o que é reserva de emergência e conhece o funcionamento do ETF, fica mais fácil responder essa questão, certo? Uma vez que esta é uma alternativa de renda variável e que sofre oscilações frequentes, ele não costuma ser uma boa alternativa para fins de reserva de emergência.

Afinal, essa reserva financeira deve estar alocada em uma alternativa líquida e segura para que possa estar disponível sem riscos de perdas para o investidor. Contudo, vale lembrar que é importante investir não só visando a reserva de emergência, mas também outros objetivos.

Nesse caso, os ETFs são investimentos que podem compor a sua carteira, desde que sejam adequados ao seu perfil de investidor. Também é comum que eles se alinhem melhor aos objetivos de médio a longo prazo.

Inclusive, esses fundos podem ajudar a ter uma carteira diversificada e com riscos diluídos, especialmente se o ETF tiver exposição ao mercado externo. Um exemplo são os ETFs de ações de empresas de tecnologia dos Estados Unidos, que apresentam descorrelação com a bolsa de valores do Brasil, a B3.

Depois de entender a importância da reserva de emergência, não deixe de montar a sua. Ela é fundamental para tornar o seu portfólio e a sua estratégia de alocação de recursos muito mais sólida. Porém, para as suas metas de curto, médio e longo prazo, vale a pena considerar os ETFs.

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