O que os grandes investidores do mundo pensam sobre os ETFs?

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O que os grandes investidores do mundo pensam sobre os ETFs?

Os exchange traded funds (ETFs) são um tipo de fundo de investimento que apresenta um funcionamento interessante para quem busca praticidade. Nesse sentido, grandes investidores mundiais, como o norte-americano Warren Buffett, enxergam o potencial desses veículos.

Entre os principais motivos que fazem do ETF uma opção diferenciada para o investidor, é possível destacar a acessibilidade e a possibilidade de acompanhar importantes indicadores do mercado. Dessa maneira, os ETFs podem figurar como boas alternativas de alocação — tanto para investidores iniciantes quanto para os mais experientes.

Quer saber o que grandes investidores do mundo pensam sobre ETFs e quais as vantagens de incluí-los em sua estratégia de investimentos? Acompanhe a leitura!

O que são ETFs?

Para entender o potencial que os ETFs representam para a sua estratégia, é preciso saber o que eles são e como funcionam. Como você viu, a sigla representa os exchange traded funds — que também são chamados de fundos de índice, em português. 

Eles consistem em uma modalidade de fundo de investimento com cotas negociadas em bolsas de valores. Ou seja, é possível realizar esse investimento da mesma forma como acontece a negociação de ações e de outros ativos na bolsa.

A principal característica dos ETFs é replicar um indicador do mercado financeiro. Assim, o objetivo dos fundos é alcançar os mesmos resultados do índice que utilizam como benchmark. Para isso, eles adotam uma gestão passiva, que busca apenas acompanhar as oscilações do índice.

Logo, é comum que os gestores de ETFs estruturem o portfólio do fundo com as mesmas alternativas que fazem parte da carteira teórica do índice. Ainda, por serem veículos de gestão passiva, as taxas de administração costumam ser menores que em outros tipos de fundo de investimento.

O que os grandes investidores do mundo pensam sobre os ETFs?

Como você viu, os resultados de um ETF estão atrelados a indicadores do mercado. Desse modo, se houver uma valorização ou queda no desempenho do índice, o mesmo acontecerá com as cotas dos investidores. Portanto, há uma exposição simples e prática a determinada carteira.

Devido a essas e outras características dos fundos de índice, grandes investidores do mundo enxergam grande potencial nos ETFs. Confira o que eles têm a dizer sobre essa modalidade!

Warren Buffett

Warren Buffett é um dos maiores investidores de todos os tempos. Parte do sucesso que ele obteve — e ainda obtém no mercado — se deve ao uso da metodologia deep value investing. Nessa estratégia, Buffet busca encontrar ações de empresas em dificuldades ou mesmo em recuperação judicial.

Com esse método, é possível analisar os fundamentos da companhia para buscar chances de retomada. Ao identificar boas oportunidades, portanto, o investidor pode comprar boas ações por um preço abaixo do seu valor intrínseco.

Embora tenha alcançado o sucesso com essa prática, Buffett tem ciência dos riscos envolvidos nessa metodologia. Por isso, ele não faz menções públicas sobre ações — mesmo que o mercado conheça os papéis nos quais ele e sua empresa, a Berkshire Hathaway, investem.

Ainda, ele costuma dizer que a análise de ações é um processo complexo, especialmente para “pessoas comuns” — que não atuam no mercado financeiro. Assim, apesar de investir em ações individuais, o megainvestidor americano um dos principais entusiastas de fundos de índice do mercado. 

Para Buffett, investidores que não são profissionais deveriam priorizar os fundos de índice. O motivo para a tese está no fato de o mercado ser imprevisível e complexo. Portanto, o investimento em papéis individuais exigiria de um investidor comum um acompanhamento constante de cada um deles.

Ademais, muitos gestores profissionais têm rendimentos menores do que a média do mercado. Assim, os ETFs oferecem praticidade e a garantia de acompanhar o mercado sem dificuldade. Eles são, portanto, uma forma de diversificar e potencializar seus resultados com baixo custo. 

John Bogle

Outro grande investidor que via o potencial dos ETFs é John Bogle. Ele foi fundador e chief executive officer (CEO) do The Vanguard Group, uma das maiores companhias de gestão de investimentos dos Estados Unidos e do mundo.

Essa empresa foi responsável por criar um dos primeiros fundos de gestão passiva do planeta. Embora a adesão do público e o interesse do mercado tenham ficado abaixo da expectativa na estreia da modalidade, os resultados apareceram no longo prazo. 

O motivo que levou Bogle e sua empresa a criarem os fundos de índice foram as taxas administrativas. Para ele, as cobranças em fundos tradicionais eram elevadas — e podiam impactar os resultados dos investidores. Com ETFs, por outro lado, elas poderiam ser reduzidas, já que o fundo teria gestão passiva.

Além disso, para Bogle os fundos de índice também fornecem exposição ao mercado de ações de maneira mais prática. Ainda, assim como Buffett, o fundador do The Vanguard Group também costumava reforçar a complexidade, para o investidor comum, do processo de monitorar e analisar o mercado em busca de oportunidades.

Por fim, Bogle também valorizava o potencial de diversificação dos seus fundos. Afinal, com um único aporte o investidor pode ter acesso a uma cesta repleta de ativos. Nesse sentido, investir em ETFs pode ser uma solução para investidores de todos os tipos manterem uma carteira robusta de maneira simples.

Quais são as vantagens de investir em ETFs?

Agora que você entendeu o que grandes investidores como Warren Buffett e John Bogle pensam sobre ETFs, é importante saber quais são as vantagens desse investimento.

Conheça as principais!

Diversificação da carteira

A diversificação do portfólio é uma grande vantagem de realizar o investimento em ETFs. Ao se tornar um cotista, o investidor poderá acessar uma cesta diversificada — que pode ter títulos, ativos e outras alternativas do mercado.

Essa diversificação é importante para trazer maior segurança à carteira. Em um portfólio concentrado, o impacto em um ativo afeta bastante seu patrimônio. Mas, se você diversificar, a má performance de um investimento pode ser equilibrada por bons resultados dos demais.

É válido destacar que a diversificação é um dos principais desafios para aqueles com pouca reserva de capital. Isso acontece porque é preciso ter o dinheiro disponível para fazer a aquisição de alternativas variadas no mercado de investimentos.

Por isso, os ETFs representam uma praticidade nesse aspecto. Ao adquirir apenas uma cota você já consegue se expor a um portfólio completo. Com esses fundos, é possível buscar melhores rentabilidades ao mesmo tempo que se mitiga os riscos envolvidos. 

Custos mais baixos

Como você viu, outra oportunidade que os exchange traded funds trazem é a redução de custos para o investidor. Esse aspecto é positivo para expandir o potencial de lucros do investidor com esse investimento.

Em fundos de gestão ativa, é necessário que a equipe faça um trabalho de acompanhamento regular do mercado. É preciso avaliar tendências, fazer projeções de cenários e tomar decisões com base nessa análise. Por isso, é comum que as taxas de administração sejam mais altas. 

Já a gestão de fundos de índice é simplificada. O gestor só precisa fazer os mesmos investimentos da carteira teórica do indicador. Logo, não é necessário realizar todo o trabalho de acompanhamento do mercado. Consequentemente, as taxas cobradas podem ser menores.

Praticidade de investimento 

Os ETFs também se destacam pela praticidade ao investir. Como você viu, diferentemente da maior parte dos fundos de investimento, suas cotas são negociadas em bolsas de valores. Esse aspecto facilita o aporte e gera maior liquidez. Afinal, você pode comprar e vender as cotas facilmente.

Além disso, como você aprendeu, os fundos de índice têm como estratégia replicar os resultados de um indicador do mercado. Dessa maneira, eles representam uma oportunidade para os investidores se exporem a carteiras completas de maneira mais prática.

Considere o exemplo do Ibovespa (IBOV) — o principal indicador de desempenho da bolsa brasileira, a B3. Ele conta com as ações mais negociadas no país em sua carteira teórica. Dessa maneira, é comum considerá-lo o termômetro do mercado nacional.

Com isso, muitos investidores podem usar o IBOV como referência em sua estratégia ao investir em ações. Contudo, ele reúne dezenas de empresas. Logo, o investimento individual nelas seria uma tarefa complexa, especialmente para investidores com pouca reserva de capital.

Assim, uma maneira mais prática de se expor a índices como o IBOV é por meio de um ETF. Desse modo, ao invés de comprar cada ação, o investidor adquire cotas de um fundo de índice que o usa como benchmark e terá resultados iguais ou semelhantes a ele — rebalanceados automaticamente.

Possibilidade de internacionalização

Os ETFs também trazem uma possibilidade para internacionalização do portfólio. Ou seja, é possível fazer investimentos atrelados a outros países e moedas diretamente de sua conta no Brasil.

Internacionalizar a carteira pode ser importante para diminuir os riscos de estar exposto a apenas um país. Dessa forma, caso o mercado brasileiro enfrente uma crise, a parcela do seu capital atrelada ao mercado externo não será afetada diretamente.

Esse cenário é possível por meio dos ETFs porque, além dos indicadores brasileiros, fundos de índice podem usar benchmarks internacionais. Assim, o investidor estará fazendo um investimento indireto em outro país e diminuindo os riscos de estar exposto exclusivamente ao Brasil.

Chance de acompanhar o mercado no longo prazo

Uma das principais defesas que grandes investidores como Warren Buffett e John Bogle fazem em relação aos ETFs está na possibilidade de ter ganhos que acompanham o mercado. Para eles, superar indicadores é uma tarefa complexa para investidores individuais e até para gestores profissionais. 

Com isso, os ETFs são importantes para trazer um maior equilíbrio para a carteira do investidor, de forma simples. Desse modo, você pode diminuir os impactos da volatilidade da renda variável e ter resultados mais robustos para o portfólio — especialmente no longo prazo.

Transparência nos números

Embora não haja como assegurar previsibilidade de ganhos, os ETFs se destacam pela transparência em seus resultados. Como os investidores já entendem como se dá a composição da carteira e os critérios de seleção, é mais simples monitorar os resultados dos fundos.

Em um fundo de gestão ativa, os gestores realizam a própria estratégia para tentar superar o benchmark. Essa característica os deixa mais expostos à volatilidade, além de requerer mais confiança do investidor em relação à autonomia da gestão para movimentações.

O que considerar antes de investir em ETF? 

Como vimos, os ETFs podem ser uma adição importante para a sua carteira de investimentos. Caso você tenha interesse nesses fundos, é necessário saber o que considerar para realizar aportes mais estratégicos. 

Entenda!

Perfil de investidor

O primeiro aspecto a avaliar antes de fazer um investimento é o seu perfil de investidor. Como ele é determinante para identificar sua tolerância aos riscos, é indispensável conhecê-lo para encontrar os fundos que mais se adéquam à sua carteira. 

Por serem investimentos de renda variável, os ETFs costumam agradar mais investidores moderados e arrojados. No entanto, existem ETFs que acompanham indicadores de renda fixa. Assim, eles podem ter uma volatilidade um pouco menor e se encaixar, em menor percentual, na carteira de quem possui tolerância aos riscos reduzida.

Objetivos financeiros e prazos

Junto do seu perfil de investidor, você deve considerar seus objetivos financeiros e estabelecer prazos para eles. Assim, será mais fácil encontrar os veículos que sejam mais adequados às suas metas e ao seu horizonte de tempo.

Em relação aos objetivos e à estratégia que você pode ter, é importante saber que os ETFs brasileiros não fazem repasses de dividendos aos seus cotistas. Todo o capital que o fundo recebe por meio de proventos é reaplicado em seu portfólio. 

Características do índice

Por fim, você deve conhecer as características do índice de referência ao qual o ETF está ligado, a fim de fazer investimentos mais assertivos. Afinal, cada um dos indicadores do mercado pode contar com diferentes regras de funcionamento.

Dentre esses detalhes, é preciso avaliar o mercado ao qual o índice está exposto, quais são os ativos que compõem o portfólio e os critérios de elegibilidade para eles. Ademais, também vale analisar a estratégia de rebalanceamento da carteira teórica.

Como investir em ETFs?

Até aqui você entendeu que as características dos ETFs fazem com que até grandes investidores, como Buffett e Bogle, defendam essa modalidade. Assim, se esses fundos estão alinhados com sua estratégia, é preciso saber como investir neles.

Uma vez que os fundos de índices são negociados na bolsa de valores brasileira, basta ter conta em instituição financeira para acessar esse ambiente por meio do home broker. Depois, você deve buscar pelo ticker do ETF que deseja adquirir, emitindo uma ordem de compra. Em poucos dias, o veículo fará parte da sua carteira.

Agora que você conhece mais sobre os ETFs, pode concordar com os grandes investidores que veem potencial nesse investimento. Se os fundos estiverem alinhados com sua estratégia, avalie as alternativas disponíveis no mercado e encontre aquelas mais adequadas para o seu caso!

Quer conhecer os ETFs disponíveis na bolsa brasileira? Fale conosco e conheça as oportunidades com gestão da Investo!

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