Por que os ETFs estão crescendo tanto no Brasil? Descubra!

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Por que os ETFs estão crescendo tanto no Brasil? Descubra!

A cada dia que passa novos investidores ingressam na bolsa de valores. Os principais objetivos com isso são aumentar seu capital e realizar seus objetivos financeiros. Entre as alternativas de investimento, uma que vem ganhando destaque no Brasil são os ETFs. 

Muitos investidores têm se perguntado por que essa modalidade de investimento tem crescido tanto. Se essa também é sua dúvida, vale a pena conhecer um pouco mais da história dos ETFs e de sua presença no mercado brasileiro.

A seguir, entenda o que são ETFs, conheça como eles surgiram no mercado nacional e internacional e descubra alguns dos motivos que têm chamado a atenção dos investidores brasileiros para essa alternativa. 

Boa leitura!

O que é um ETF?

ETF é a sigla para exchange traded fund — também conhecido como fundo de índice. Isso acontece porque o investimento é atrelado a um indicador do mercado financeiro.

O objetivo desse tipo de fundo, diferentemente de outras modalidades da categoria, é replicar de maneira direta o desempenho de seu referencial. Isso o torna um fundo de gestão passiva, isto é, não existe uma estratégia autônoma da gestão na composição da cesta de ativos do fundo.

Os aportes são feitos replicando passivamente os critérios de seleção de um índice. Assim, um ETF que tenha como benchmark o Ibovespa, por exemplo, investirá de acordo com a carteira teórica das ações mais negociadas no Brasil.

O mercado financeiro conta com uma grande variedade de nichos e referenciais. Com isso, existem muitas possibilidades de criação de ETFs — ampliam as oportunidades estratégicas de diversificação para os investidores.

Como os ETFs surgiram?

Apesar do notável crescimento no cenário brasileiro, a participação percentual em volume de investimento em ETFs no Brasil ainda está muito distante dos números de outros países.

Os ETFs surgiram nos Estados Unidos no fim da década de 1980 como alternativa de exposição passiva a indicadores financeiros. O objetivo da modalidade era que os investidores pudessem diversificar suas carteiras com exposição direta a índices.

Esse mercado se desenvolveu muito — e já em 2015 havia quase 2 mil alternativas em ETFs americanos. Já no Brasil, o primeiro ETF passou a ser negociado em 2004, replicando o IBrX-50, índice que reflete o desempenho dos 50 ativos mais negociados da B3, a bolsa brasileira. 

Depois de 17 anos, em junho de 2021, o Brasil contava com dezenas de ETFs. E as possibilidades abrangiam opções em renda fixa, mercados internacionais e até criptomoedas. Portanto, a expectativa para esse mercado é de ampliação. 

Com o interesse cada vez maior dos investidores em opções de diversificação, espera-se que eventualmente a bolsa de valores brasileira atinja números compatíveis com cenário global de ETFs.

Por que os ETFs estão crescendo no Brasil?

Agora está claro o que são fundos de índice e um pouco da sua história, mas por que eles têm tido maior relevância no mercado brasileiro? Em primeiro lugar, isso reflete o desenvolvimento de uma cultura de educação financeira no país.

Para que as pessoas possam se interessar por essa modalidade de investimento, é necessário que elas a conheçam, certo? A internet e o fomento ao conhecimento de finanças e investimentos têm colaborado muito para isso. 

Também existem outras razões que têm atraído os investidores para os ETFs. Confira a seguir as mais relevantes!

Queda dos juros

Uma das razões que justificam a expansão dos ETFs no Brasil é a queda dos juros. Com a renda fixa devolvendo margens de rentabilidade menores, os investidores passaram a procurar alternativas mais lucrativas.

Contudo, nem todos os investidores têm tolerância suficiente para se exporem ao mercado de renda variável diretamente. Assim, os ETFs podem ser alternativas indiretas e diversificadas de estar na bolsa de valores, contando com gestão profissional.

Possibilidade de diversificação

Outra vantagem para quem quer investir em ETFs é a possibilidade de diversificação. Além de variadas opções de mercados e índices, o portfólio de cada ETF costuma contar com dezenas ou até centenas de ativos. Logo, os riscos podem ser diluídos.

Acesso a alternativas fora bolsa de valores brasileira

ETFs também podem ser uma opção de investimento internacional sem sair do Brasil. Com baixos aportes iniciais e taxas competitivas, ETFs oferecem facilidade especialmente ao pequeno investidor que deseja participar da bolsa de valores de outros países.

Por meio dessa modalidade, o investidor pode expor seus recursos indiretamente a índices de outros países. Seja em setores específicos, como o de tecnologia, ou da bolsa no geral, como o S&P 500 — que reúne as 500 empresas mais negociadas nas bolsas dos EUA.

Sem os ETFs, o investidor comum estaria limitado a ter que comprar ativos diretamente no mercado internacional. A prática envolve mais burocracia e custos. Logo, os fundos de índices apresentam a vantagem de permitir exposição a outros cenários facilmente.

Facilidade na montagem de estratégias 

Como há diversas opções de índices e ETFs, existe a possibilidade de investir segundo estratégias variadas. Por exemplo, em renda fixa ou renda variável, em ações internacionais, em setores específicos — como o setor de tecnologia — ou com critérios diferenciados (como empresas sustentáveis). 

Dessa forma, o investidor tem a chance de configurar uma carteira que utilize diversos critérios. Tudo isso de maneira facilitada, já que não precisa fazer a análise de ativos por conta própria ou comprar diretamente dezenas ou centenas de ações, por exemplo.

Vale a pena investir em ETFs?

Agora que você sabe um pouco mais sobre os ETFs, será que esse tipo de investimento vale a pena? Isso depende muito das particularidades de cada investidor. Logo, antes de tomar a decisão é fundamental ter conhecimentos sobre detalhes, como:

  • orçamento pessoal;
  • construção de reserva de emergência;
  • perfil de investidor;
  • planejamento de objetivos a curto, médio e longo prazo.

Além disso, vale lembrar que ETFs são negociados na bolsa de valores. Assim, mesmo os que focam na renda fixa apresentam volatilidade e risco maiores. Por isso, não deixe de considerar seu perfil e objetivos ao avaliar esse fator.

Como você viu, ETFs têm ganhado atenção no Brasil e podem ser interessantes para diversificação e estratégias de exposição a mercados distintos. Os custos são baixos e há facilidade de acesso, mas lembre-se: você deve conhecer bem suas condições para aumentar suas chances de sucesso.

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