Qual percentual da minha carteira devo investir em ETFs globais?

Compartilhe com seus amigos:

Qual percentual da minha carteira devo investir em ETFs globais?

Investir de modo global pode ser adequado para diferentes perfis de investidores e objetivos financeiros. Isso porque a estratégia permite aproveitar o potencial de outros mercados. Para tanto, você pode investir em ETFs com exposição internacional.

Se você tem interesse no assunto, precisa definir qual a porcentagem da sua carteira de investimentos pode ser alocada nesses fundos de índice. Assim, é preciso conhecer as características e riscos desses veículos de investimento.

Neste artigo, você aprenderá a definir qual percentual da sua carteira deve ser investido em ETFs globais. Vamos lá?

Por que é importante diversificar a carteira de investimentos?

Você já ouviu falar que não devemos colocar todos os ovos na mesma cesta? Essa é a premissa básica para a divisão do portfólio. A estratégia consiste em investir seu patrimônio em diferentes alternativas de investimento, de forma que ele fique exposto a variados mercados, setores e riscos. 

Essa prática ajuda a diluir os riscos dos aportes ao longo do tempo, evitando que todo o portfólio esteja exposto aos mesmos perigos. Ao dividir seu patrimônio em diversas opções, em regra, as questões econômicas passam a ter efeitos pontuais em sua carteira.

Além disso, é possível que perdas em determinados investimentos sejam compensadas pela valorização em outros, especialmente em renda variável. Porém, para fazer uma divisão alinhada às suas necessidades, é preciso considerar diversos fatores.

Conhecer o seu perfil de investidor, por exemplo, ajuda a definir como dividir os investimentos em relação a classes, tipos e riscos. Um investidor conservador prioriza a segurança e a liquidez, mesmo que isso resulte em uma rentabilidade menor.

Logo, ele pode preferir os títulos de renda fixa. Já o investidor moderado está disposto a se arriscar um pouco mais, desde que essa decisão represente maior possibilidade de aumento nos ganhos. Nesse sentido, é possível alocar uma porcentagem do portfólio em ativos de renda variável.

O investidor arrojado, por sua vez, tem maior tolerância ao risco em troca de maior possibilidade de rentabilidade nos investimentos. Assim, a maior parte do patrimônio pode estar alocado em ativos de renda variável.

Além do perfil de investidor, é necessário considerar os seus objetivos no momento de diversificar a carteira. A medida permite escolher alternativas mais alinhadas às suas metas financeiras de curto, médio e longo prazo.

Como o investimento em ETFs ajuda a diversificar a carteira?

Se você quer diversificar a carteira, investir em ETFs (exchange traded funds) pode atender a esse objetivo. Trata-se de um veículo de investimento coletivo que visa replicar um índice de referência (benchmark) — como o Ibovespa, que representa as ações mais negociadas na bolsa brasileira.

Portanto, o ETF espelha a carteira teórica do benchmark, conquistando resultados próximos ao desempenho do índice de referência. Já os recursos são administrados por um gestor, que realiza uma gestão passiva. 

Afinal, como o objetivo não é superar os resultados do mercado, o profissional não precisa tomar tantas decisões de alocação ou fazer operações diversas. Basta fazer as negociações necessárias para acompanhar a composição do índice. 

Vale ressaltar que o indicador de referência não precisa se limitar ao mercado de ações brasileiro. Assim, é possível encontrar ETFs que espelham indicadores da renda fixa, de criptomoedas ou do mercado internacional, por exemplo.

Dessa forma, é possível encontrar fundos de índice globais, além de veículos com diferentes estratégias, níveis de risco e possibilidade de rentabilidade. Ademais, ao adquirir cotas de um ETF, é comum que seja possível expor seu patrimônio a diversos ativos ou produtos financeiros, permitindo uma maior diversificação da carteira.

Quais as vantagens de expor uma parcela da carteira a riscos maiores?

Como você viu, diversificar a carteira pode ser interessante para diluir riscos e montar um portfólio mais alinhado às suas necessidades. Porém, antes de escolher seus investimentos, é preciso saber que não existem alternativas completamente isentas de riscos no mercado financeiro.

Dessa forma, é fundamental avaliar o risco que você está disposto a correr antes de investir. A análise permite montar uma carteira mais sólida e alinhada às suas expectativas, evitando frustrações ou preocupações em excesso.

Se você é um investidor moderado, por exemplo, deixar de investir em alternativas com maiores riscos pode dar a sensação de perda de oportunidade. Contudo, mesmo que você seja um investidor conservador, é possível ter uma pequena parcela do patrimônio mais exposta a mais riscos.

Essa estratégia pode ajudar a obter melhores rentabilidades, principalmente no longo prazo. Isso porque, em geral, as maiores possibilidades de rendimento vêm acompanhadas de maiores riscos. Por outro lado, investimentos mais seguros apresentam rentabilidades limitadas.

Até mesmo se você escolher investir em ETFs, é preciso entender que nem todos os fundos de índice têm o mesmo nível de risco. Embora sejam alternativas de renda variável negociadas na bolsa de valores — expostas às variações do mercado —, a composição da carteira do fundo pode variar.

Dessa forma, um ETF de renda fixa, por exemplo, pode se enquadrar de forma diferente na sua carteira em relação a um fundo de índice ligado a indicadores da renda variável.

Qual percentual da carteira devo investir em ETFs globais?

Após saber que é possível expor uma parcela da carteira a riscos maiores, você pode se perguntar qual seria o percentual ideal de exposição aos ETFs globais. Na prática, a decisão é pessoal e dependerá do seu perfil e objetivos.

Como você aprendeu, investir em ETFs globais pode ser adequado para diferentes perfis e estratégias de investimento. A diferença estará no nível de exposição escolhida, considerando suas características pessoais.

Se a sua tolerância ao risco é alta, você provavelmente ficará confortável em expor a maior parte do seu patrimônio à alternativa. Afinal, para o investidor arrojado, é comum que valha a pena se arriscar um pouco mais na hora de investir em troca da possibilidade de ter ganhos maiores.

Por outro lado, investidores moderados podem ter uma parcela menor alocada nessa modalidade — em comparação aos arrojados. Ademais, como você viu mesmo investidores conservadores podem se beneficiar dos ETFs globais na carteira.

A diferença é que, nesse caso, o percentual alocado nos ETFs tende a ser ainda menor. Além disso, é interessante que os aportes estejam vinculados ao longo prazo, pois em períodos amplos a volatilidade costuma ser menor.

Assim, o longo prazo tende a diluir os riscos da renda variável — e aumentar o potencial de retorno. Ademais, é possível aproveitar para se expor ao mercado internacional, o que permite agregar mais segurança ao portfólio. 

Afinal, esses investimentos podem proteger seu patrimônio contra as variações econômicas locais, que podem afetar a rentabilidade da sua carteira. 

Conclusão

Agora você sabe que investir em ETFs globais pode ser uma forma de diversificar a sua carteira de investimentos de acordo com o seu perfil e objetivos. Se achar a estratégia interessante, não se esqueça de avaliar as alternativas disponíveis no mercado para tomar decisões mais acertadas. 

Gostou de saber mais sobre o assunto? Então aproveite para complementar a leitura e descubra por que é importante dolarizar os investimentos!

Deixe um comentário aqui =D