Como o aumento da taxa Selic impacta seus investimentos?

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Como o aumento da taxa Selic impacta seus investimentos? 

Estar informado é essencial na hora de fazer um investimento pela primeira vez ou para dar continuidade à estratégia. Então, além de considerar suas características individuais, também é importante avaliar o cenário econômico. E, para tanto, a taxa Selic pode ajudar.

Essa taxa é uma das mais importantes da economia e, em determinados períodos, pode passar por fases de baixa ou de alta. Ao saber como ela interfere em seus aportes financeiros é possível aproveitar cada movimento a favor do seu desempenho.

Quer entender mais sobre o tema? Então veja como a taxa Selic afeta os investimentos e aprenda a usá-la ao tomar decisões na hora de fazer seus aportes!

O que é a taxa Selic?

O chamado Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) é um ambiente no qual o Banco Central e instituições financeiras autorizadas negociam títulos públicos. A média de juros das operações diárias registradas nesse sistema é conhecida como a taxa Selic.

Ela é a taxa básica de juros da economia e serve como orientação para a definição de outros valores em todo o sistema financeiro do Brasil.

É possível acompanhar seu histórico e seus valores atuais pelo Banco Central do Brasil (Bacen). Também há o Boletim Focus, criado pelo Bacen e divulgado semanalmente, de maneira gratuita. O relatório traz as expectativas de mercado sobre diversos índices financeiros, incluindo a Selic.

Para que serve a taxa Selic?

Ao considerar o objetivo da Selic, saiba que ela é um dos mais importantes indicadores da economia brasileira. Uma de suas principais funções é fazer um controle da inflação, estimulando ou não a circulação de dinheiro no país.

Ela também serve de referência para instituições financeiras e bancárias definirem as próprias taxas. Outra questão é que sua flutuação afeta diretamente a dívida pública do Governo. Quando ela fica mais alta, a dívida pública tende a subir, devido à remuneração atrelada aos títulos públicos.

Além disso, a Selic pode servir para atrair mais investimentos internacionais. Isso porque um valor muito baixo pode desestimular a entrada de capital externo, enquanto juros mais altos elevam o interesse do investidor estrangeiro.

Como ela é estabelecida?

A responsabilidade sobre a taxa Selic é do Banco Central — mais especificamente, do Comitê de Política Monetária (Copom). 

Os integrantes se reúnem a cada 45 dias e decidem se a Selic deve ser mantida, aumentada ou reduzida. Para a decisão, são considerados os aspectos macroeconômicos nacionais e internacionais. 

Qual a relação entre taxa Selic e inflação?

Apesar de serem indicadores diferentes, a taxa Selic e a inflação estão ligadas devido ao comportamento de ambas. Isso é possível porque a taxa básica de juros pode ser usada para estimular ou frear o desenvolvimento econômico e, consequentemente, a inflação.

Em um momento de crescimento da economia, há acesso fácil ao crédito e elevação no consumo. Esse cenário estimula a ampliação na produção e no número de empregos, o que pode levar ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

No entanto, uma fase de desenvolvimento é marcada por uma elevação na circulação de dinheiro. Como consequência, há uma pressão sobre a inflação, que tende a crescer nesse período.

Para manter a meta inflacionária definida pelo próprio Banco Central, o Copom pode decidir aumentar a taxa Selic. Essa é uma escolha que torna o crédito mais caro e menos acessível, o que ajuda a diminuir o consumo. 

Embora leve a uma contração do desenvolvimento, também auxilia a frear ou a baixar a inflação. Portanto, entender os movimentos da Selic permite que você tenha uma ideia geral sobre o comportamento da inflação — que costuma interferir nas decisões financeiras.

Como a taxa Selic impacta os investimentos?

Além de ter relação com o desempenho da economia, a taxa Selic tem grande impacto nos investimentos. O primeiro ponto a considerar envolve o rendimento das alternativas disponíveis no mercado. Ter uma taxa Selic alta pode ser interessante para o investimento em renda fixa, por exemplo. 

Afinal, as aplicações financeiras dessa classe se tornam mais rentáveis e atraentes. Então, títulos públicos e títulos bancários são favorecidos. O Tesouro Selic, que varia com a taxa de juros, é um dos principais impactados pela alta.

Como consequência, a renda variável pode se tornar menos atrativa. A bolsa de valores, por exemplo, pode sofrer impactos em certos setores. Empresas ligadas ao consumo do cliente final ou que dependem de crédito podem sofrer desvalorização.  Bancos e instituições financeiras, por outro lado, são favorecidos. 

Já a taxa Selic mais baixa pode ser positiva para a renda variável. Como a renda fixa perde atratividade, essa classe de investimentos mais arrojada passa a ser mais procurada.

Além disso, há um incentivo à economia, o que pode acelerar o crescimento das empresas ao longo do tempo. Logo, a diminuição da taxa tende a reforçar o desempenho do mercado de ações.

Selic e CDI

Outro ponto importante quando o assunto é o impacto da Selic nos investimentos tem relação com o certificado de depósitos interbancários (CDI). O CDI corresponde à taxa praticada nos empréstimos realizados entre instituições financeiras e fica pouco abaixo da Selic, acompanhando seu movimento.

Por ser um dos principais indicadores utilizados em investimentos pós-fixados, o movimento da Selic afeta a rentabilidade de investimentos cuja rentabilidade está atrelada ao CDI.

Benchmark

Por fim, vale saber que a Selic e o CDI também podem ser usados como benchmark para diversos investimentos. É possível, por exemplo, fazer análises para saber se a performance de um investimento mais arrojado vale a pena, em relação ao desempenho livre de risco, dado pela Selic.

Também é um meio de saber quais alternativas rendem acima da média do mercado. Logo , fica mais fácil definir onde investir dinheiro.

Por que é importante conhecer os efeitos da Selic?

Como você viu, acompanhar o histórico da Selic e compreender quais são seus impactos práticos é importante para qualquer investidor. Afinal, entender o cenário macroeconômico e os efeitos da taxa pode auxiliar na tomada de decisão sobre a composição da carteira de investimentos.

Contudo, não se esqueça de que a diversificação de carteira é essencial em qualquer nível em que a taxa Selic esteja. Essa estratégia permite construir um portfólio sólido e alinhado aos seus objetivos de curto, médio e longo prazo — independentemente do cenário.

Mesmo que a renda fixa seja atraente em determinado momento, convém entender que ela poderá não se manter assim no longo prazo. Logo, pode fazer sentido investir em oportunidades diferentes, como fundos de índice (ETFs).

Os ETFs podem ser tanto de renda fixa quando de renda variável — e também podem garantir exposição internacional. Assim, permitem diversificar e ter maior flexibilidade no portfólio, em qualquer situação.

Agora que você sabe como a taxa Selic interfere nos investimentos, sua decisão de investimento poderá ser mais eficiente e embasada. Portanto, não deixe de acompanhar a evolução dessa taxa e considere seus impactos para refletir sobre as escolhas da sua carteira!

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